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	<title>Para ler e guardar</title>
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	<description>Textos selecionados pelo blog EscutaZé!</description>
	<pubDate>Wed, 19 Mar 2008 03:34:39 +0000</pubDate>
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		<title>O Sermão da Montanha</title>
		<link>http://escutazedicasdeleitura01.blog.com/2008/03/18/o-sermao-da-montanha/</link>
		<comments>http://escutazedicasdeleitura01.blog.com/2008/03/18/o-sermao-da-montanha/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 19 Mar 2008 03:34:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JLT</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<div class="contenttitle"><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">(Segundo Mateus)<br />
<br />
<br /></font><font face="verdana,geneva"><font size="2"><strong>Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.<br />
<br /></strong><strong>Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.</strong></font></font>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça porque eles serão fartos.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; n</font></strong><strong><font size="2" face="verdana,geneva">m os que acendem uma candeia a colocam debaixo do alqueire, mas no velador, e assim ilumina a todos que estão na casa.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só i ou um só til, até que tudo seja cumprido.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Pois eu vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e, Quem matar será réu de juízo.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Eu, porém, vos digo que todo aquele que se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e quem disser a seu irmão: Raca, será réu diante do sinédrio; e quem lhe disser: Tolo, será réu do fogo do inferno.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Portanto, se estiveres apresentando a tua oferta no altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti,</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai conciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem apresentar a tua oferta.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele; para que não aconteça que o adversário te entregue ao guarda, e sejas lançado na prisão.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último ceitil.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Ouvistes que foi dito: Não adulterarás.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">E, se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti; pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que vá todo o teu corpo para o inferno.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Também foi dito: Quem repudiar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Eu, porém, vos digo que todo aquele que repudia sua mulher, a não ser por causa de infidelidade, a faz adúltera; e quem casar com a repudiada, comete adultério.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Outrossim, ouvistes que foi dito aos antigos: Não jurarás falso, mas cumprirás para com o Senhor os teus juramentos.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Eu, porém, vos digo que de maneira nenhuma jureis; nem pelo céu, porque é o trono de Deus;</font></strong></p>
<p><strong><font size="2" face="verdana,geneva">nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei;</font></strong></p>
<p><strong><font size="2" face="verdana,geneva">nem jures pela tua cabeça, porque não podes tornar um só cabelo branco ou preto.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não; pois o que passa daí, vem do Maligno.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;</font></strong><strong><font size="2" face="verdana,geneva">e ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa;</font></strong></p>
<p><strong><font size="2" face="verdana,geneva">e, se qualquer te obrigar a caminhar mil passos, vai com ele dois mil.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Dá a quem te pedir, e não voltes as costas ao que quiser que lhe emprestes.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Ouvistes que foi dito: Amarás ao teu próximo, e odiarás ao teu inimigo.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem;</font></strong></p>
<p><strong><font size="2" face="verdana,geneva">para que vos torneis filhos do vosso Pai que está nos céus; porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Pois, se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo?</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis demais? não fazem os gentios também o mesmo?</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai celestial.</font></strong></p>
<p style="text-align: center"></p>
<p><font face="Arial"><strong><font size="2" face="verdana,geneva">Guardai-vos de fazer as vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles; de outra sorte não tereis recompensa junto de vosso Pai, que está nos céus.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita;</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">para que a tua esmola fique em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">E, quando orardes, não sejais como os hipócritas; pois gostam de orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque pensam que pelo seu muito falar serão ouvidos.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Portanto, orai vós deste modo: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome;</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><font size="2" face="verdana,geneva">venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu;</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><font size="2" face="verdana,geneva">o pão nosso de cada dia nos dá hoje;</font></strong> <strong><font size="2" face="verdana,geneva">e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores;</font></strong> <strong><font size="2" face="verdana,geneva">e não nos deixes entrar em tentação; mas livra-nos do mal. Porque teu é o reino e o poder, e a glória, para sempre, Amém.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós;</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><font size="2" face="verdana,geneva">se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque eles desfiguram os seus rostos, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto,</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><font size="2" face="verdana,geneva">para não mostrar aos homens que estás jejuando, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Não ajunteis para vós tesouros na terra; onde a traça e a ferrugem os consomem, e onde os ladrões minam e roubam;</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><font size="2" face="verdana,geneva">mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consumem, e onde os ladrões não minam nem roubam.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo teu corpo terá luz;</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><font size="2" face="verdana,geneva">se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes são tais trevas!</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário?</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas?</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura?</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">E pelo que haveis de vestir, por que andais ansiosos? Olhai para os lírios do campo, como crescem; não trabalham nem fiam;</font></strong><strong><font size="2" face="verdana,geneva">contudo vos digo que nem mesmo Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé?</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir?</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">(Pois a todas estas coisas os gentios procuram.) Porque vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><font size="2" face="verdana,geneva">Não julgueis, para que não sejais julgados.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho?</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu?</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis aos porcos as vossas pérolas, para não acontecer que as calquem aos pés e, voltando-se, vos despedacem.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei e abrir-se-vos-á.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Pois todo o que pede, recebe; e quem busca, acha; e ao que bate, abrir-se-lhe-á.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Ou qual dentre vós é o homem que, se seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra?</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Ou, se lhe pedir peixe, lhe dará uma serpente?</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhas pedirem?</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles; porque esta é a lei e os profetas.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela;</font></strong><strong><font size="2" face="verdana,geneva">e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz à vida, e poucos são os que a encontram.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Assim, toda árvore boa produz bons frutos; porém a árvore má produz frutos maus.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má dar frutos bons.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitos milagres?</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, será comparado a um homem prudente, que edificou a casa sobre a rocha.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa; contudo não caiu, porque estava fundada sobre a rocha.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Mas todo aquele que ouve estas minhas palavras, e não as põe em prática, será comparado a um homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2"><font face="verdana,geneva">E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa, e ela caiu; e grande foi a sua queda.</font><br /></font></strong></font></font></p>
</div>

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div class="contenttitle">
<font size="2" face="verdana,geneva">(Segundo Mateus)</p>
<p></font><font face="verdana,geneva"><font size="2"><strong>Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.</p>
<p></strong><strong>Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.</strong></font></font></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça porque eles serão fartos.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; n</font></strong><strong><font size="2" face="verdana,geneva">m os que acendem uma candeia a colocam debaixo do alqueire, mas no velador, e assim ilumina a todos que estão na casa.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só i ou um só til, até que tudo seja cumprido.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Pois eu vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e, Quem matar será réu de juízo.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Eu, porém, vos digo que todo aquele que se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e quem disser a seu irmão: Raca, será réu diante do sinédrio; e quem lhe disser: Tolo, será réu do fogo do inferno.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Portanto, se estiveres apresentando a tua oferta no altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti,</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai conciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem apresentar a tua oferta.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele; para que não aconteça que o adversário te entregue ao guarda, e sejas lançado na prisão.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último ceitil.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Ouvistes que foi dito: Não adulterarás.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">E, se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti; pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que vá todo o teu corpo para o inferno.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Também foi dito: Quem repudiar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Eu, porém, vos digo que todo aquele que repudia sua mulher, a não ser por causa de infidelidade, a faz adúltera; e quem casar com a repudiada, comete adultério.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Outrossim, ouvistes que foi dito aos antigos: Não jurarás falso, mas cumprirás para com o Senhor os teus juramentos.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Eu, porém, vos digo que de maneira nenhuma jureis; nem pelo céu, porque é o trono de Deus;</font></strong></p>
<p><strong><font size="2" face="verdana,geneva">nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei;</font></strong></p>
<p><strong><font size="2" face="verdana,geneva">nem jures pela tua cabeça, porque não podes tornar um só cabelo branco ou preto.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não; pois o que passa daí, vem do Maligno.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;</font></strong><strong><font size="2" face="verdana,geneva">e ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa;</font></strong></p>
<p><strong><font size="2" face="verdana,geneva">e, se qualquer te obrigar a caminhar mil passos, vai com ele dois mil.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Dá a quem te pedir, e não voltes as costas ao que quiser que lhe emprestes.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Ouvistes que foi dito: Amarás ao teu próximo, e odiarás ao teu inimigo.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem;</font></strong></p>
<p><strong><font size="2" face="verdana,geneva">para que vos torneis filhos do vosso Pai que está nos céus; porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos.</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Pois, se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo?</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis demais? não fazem os gentios também o mesmo?</font></strong></p>
<p><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai celestial.</font></strong></p>
<p style="text-align: center">
<p><font face="Arial"><strong><font size="2" face="verdana,geneva">Guardai-vos de fazer as vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles; de outra sorte não tereis recompensa junto de vosso Pai, que está nos céus.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita;</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">para que a tua esmola fique em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">E, quando orardes, não sejais como os hipócritas; pois gostam de orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque pensam que pelo seu muito falar serão ouvidos.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Portanto, orai vós deste modo: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome;</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><font size="2" face="verdana,geneva">venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu;</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><font size="2" face="verdana,geneva">o pão nosso de cada dia nos dá hoje;</font></strong> <strong><font size="2" face="verdana,geneva">e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores;</font></strong> <strong><font size="2" face="verdana,geneva">e não nos deixes entrar em tentação; mas livra-nos do mal. Porque teu é o reino e o poder, e a glória, para sempre, Amém.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós;</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><font size="2" face="verdana,geneva">se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque eles desfiguram os seus rostos, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto,</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><font size="2" face="verdana,geneva">para não mostrar aos homens que estás jejuando, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Não ajunteis para vós tesouros na terra; onde a traça e a ferrugem os consomem, e onde os ladrões minam e roubam;</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><font size="2" face="verdana,geneva">mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consumem, e onde os ladrões não minam nem roubam.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo teu corpo terá luz;</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><font size="2" face="verdana,geneva">se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes são tais trevas!</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário?</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas?</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura?</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">E pelo que haveis de vestir, por que andais ansiosos? Olhai para os lírios do campo, como crescem; não trabalham nem fiam;</font></strong><strong><font size="2" face="verdana,geneva">contudo vos digo que nem mesmo Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé?</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir?</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">(Pois a todas estas coisas os gentios procuram.) Porque vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><font size="2" face="verdana,geneva">Não julgueis, para que não sejais julgados.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho?</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu?</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis aos porcos as vossas pérolas, para não acontecer que as calquem aos pés e, voltando-se, vos despedacem.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei e abrir-se-vos-á.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Pois todo o que pede, recebe; e quem busca, acha; e ao que bate, abrir-se-lhe-á.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Ou qual dentre vós é o homem que, se seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra?</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Ou, se lhe pedir peixe, lhe dará uma serpente?</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhas pedirem?</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles; porque esta é a lei e os profetas.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela;</font></strong><strong><font size="2" face="verdana,geneva">e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz à vida, e poucos são os que a encontram.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Assim, toda árvore boa produz bons frutos; porém a árvore má produz frutos maus.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má dar frutos bons.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitos milagres?</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, será comparado a um homem prudente, que edificou a casa sobre a rocha.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa; contudo não caiu, porque estava fundada sobre a rocha.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2" face="verdana,geneva">Mas todo aquele que ouve estas minhas palavras, e não as põe em prática, será comparado a um homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia.</font></strong></font></font></p>
<p><font face="Arial"><font face="Arial"><strong><br />
<font size="2"><font face="verdana,geneva">E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa, e ela caiu; e grande foi a sua queda.</font><br /></font></strong></font></font></p>
</div>
</div>
<div></div>
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		<title>Declaração Universal dos Direitos Humanos</title>
		<link>http://escutazedicasdeleitura01.blog.com/2008/02/07/declaracao-universal-dos-direitos-humanos/</link>
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		<pubDate>Thu, 07 Feb 2008 22:48:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JLT</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Preâmbulo<br /></font></font></span></h4>
<span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo;<br /></font></font></span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Considerando que o desconhecimento e o desprezo dos direitos do Homen conduziram a actos de barbárie que revoltam a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração do Homem;<br /></font></font></span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Considerando que é essencial a proteção dos direitos do Homem através de um regime de direito, para que o Homem não seja compelido, em supremo recurso, à revolta contra a tirania e a opressão;<br /></font></font></span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Considerando que é essencial encorajar o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações;<br /></font></font></span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Considerando que, na Carta, os povos das Nações Unidas proclamam, de novo, a sua fé nos direitos fundamentais do Homem, na dignidade e no valor da pessoa humana, na igualdade de direitos dos homens e das mulheres e se declaram resolvidos a favorecer o progresso social e a instaurar melhores condições de vida dentro de uma liberdade mais ampla;<br /></font></font></span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Considerando que os Estados membros se comprometeram a promover, em cooperação com a Organização das Nações Unidas, o respeito universal e efectivo dos direitos do Homem e das liberdades fundamentais;<br /></font></font></span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Considerando que uma concepção comum destes direitos e liberdades é da mais alta importância para dar plena satisfação a tal compromisso:<br /></font></font></span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">A Assembléia Geral proclama a presente Declaração Universal<br /></font></font></span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">dos Direitos Humanos<br /></font></font></span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">como ideal comum a atingir por todos os povos e todas as nações, a fim de que todos os indivíduos e todos os orgãos da sociedade, tendo-a constantemente no espírito, se esforcem, pelo ensino e pela educação, por desenvolver o respeito desses direitos e liberdades e por promover, por medidas progressivas de ordem nacional e internacional, o seu reconhecimento e a sua aplicação universais e efectivos tanto entre as populações dos próprios Estados membros como entre as dos territórios colocados sob a sua jurisdição.<br /></font></font></span>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 1</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.<br /></font></font></span>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 2</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação. Além disso, não será feita nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autônomo ou sujeito a alguma limitação de soberania.<br /></font></font></span>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 3</span><span style="font-family: Verdana">°</span><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.<br /></font></font></span>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 4</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Ninguém será mantido em escravatura ou em servidão; a escravatura e o trato dos escravos, sob todas as formas, são proibidos.<br /></font></font></span>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 5</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Ninguém será submetido a tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes.<br /></font></font></span>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 6</span><span style="font-family: Verdana">°</span><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Todos os indivíduos têm direito ao reconhecimento, em todos os lugares, da sua personalidade jurídica.<br /></font></font></span>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 7</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Todos são iguais perante a lei e, sem distinção, têm direito a igual protecção da lei. Todos têm direito a protecção igual contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.<br /></font></font></span>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 8</span><span style="font-family: Verdana">°</span><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa direito a recurso efectivo para as jurisdições nacionais competentes contra os actos que violem os direitos fundamentais reconhecidos pela Constituição ou pela lei.<br /></font></font></span>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 9</span><span style="font-family: Verdana">°</span><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Ninguém pode ser arbitrariamente preso, detido ou exilado.<br /></font></font></span>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 10</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa tem direito, em plena igualdade, a que a sua causa seja equitativa e publicamente julgada por um tribunal independente e imparcial que decida dos seus direitos e obrigações ou das razões de qualquer acusação em matéria penal que contra ela seja deduzida.<br /></font></font></span>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 11</span><span style="font-family: Verdana">°</span><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<ol type="1">
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa acusada de um acto delituoso presume-se inocente até que a sua culpabilidade fique legalmente provada no decurso de um processo público em que todas as garantias necessárias de defesa lhe sejam asseguradas.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Ninguém será condenado por acções ou omissões que, no momento da sua prática, não constituíam acto delituoso à face do direito interno ou internacional. Do mesmo modo, não será infligida pena mais grave do que a que era aplicável no momento em que o acto delituoso foi cometido.<br /></font></font></span></li>
</ol>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 12</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Ninguém sofrerá intromissões arbitrárias na sua vida privada, na sua família, no seu domicílio ou na sua correspondência, nem ataques à sua honra e reputação. Contra tais intromissões ou ataques toda a pessoa tem direito a protecção da lei.<br /></font></font></span>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 13</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<ol type="1">
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa tem o direito de livremente circular e escolher a sua residência no interior de um Estado.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa tem o direito de abandonar o país em que se encontra, incluindo o seu, e o direito de regressar ao seu país.<br /></font></font></span></li>
</ol>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 14</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<ol type="1">
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa sujeita a perseguição tem o direito de procurar e de beneficiar de asilo em outros países.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Este direito não pode, porém, ser invocado no caso de processo realmente existente por crime de direito comum ou por actividades contrárias aos fins e aos princípios das Nações Unidas.<br /></font></font></span></li>
</ol>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 15</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<ol type="1">
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Todo o indivíduo tem direito a ter uma nacionalidade.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Ninguém pode ser arbitrariamente privado da sua nacionalidade nem do direito de mudar de nacionalidade.<br /></font></font></span></li>
</ol>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 16</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<ol type="1">
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">A partir da idade núbil, o homem e a mulher têm o direito de casar e de constituir família, sem restrição alguma de raça, nacionalidade ou religião. Durante o casamento e na altura da sua dissolução, ambos têm direitos iguais.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">O casamento não pode ser celebrado sem o livre e pleno consentimento dos futuros esposos.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">A família é o elemento natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção desta e do Estado.<br /></font></font></span></li>
</ol>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 17</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<ol type="1">
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa, individual ou colectiva, tem direito à propriedade.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Ninguém pode ser arbitrariamente privado da sua propriedade.<br /></font></font></span></li>
</ol>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 18</span><span style="font-family: Verdana">°</span><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos.<br /></font></font></span>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 19</span><span style="font-family: Verdana">°</span><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e idéias por qualquer meio de expressão.<br /></font></font></span>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 20</span><span style="font-family: Verdana">°</span><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<ol type="1">
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa tem direito à liberdade de reunião e de associação pacíficas.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação.<br /></font></font></span></li>
</ol>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 21</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<ol type="1">
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa tem o direito de tomar parte na direcção dos negócios, públicos do seu país, quer directamente, quer por intermédio de representantes livremente escolhidos.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa tem direito de acesso, em condições de igualdade, às funções públicas do seu país.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">A vontade do povo é o fundamento da autoridade dos poderes públicos: e deve exprimir-se através de eleições honestas a realizar periodicamente por sufrágio universal e igual, com voto secreto ou segundo processo equivalente que salvaguarde a liberdade de voto.<br /></font></font></span></li>
</ol>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 22</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social; e pode legitimamente exigir a satisfação dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis, graças ao esforço nacional e à cooperação internacional, de harmonia com a organização e os recursos de cada país.<br /></font></font></span>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 23</span><span style="font-family: Verdana">°</span><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<ol type="1">
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições equitativas e satisfatórias de trabalho e à protecção contra o desemprego.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Todos têm direito, sem discriminação alguma, a salário igual por trabalho igual.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Quem trabalha tem direito a uma remuneração equitativa e satisfatória, que lhe permita e à sua família uma existência conforme com a dignidade humana, e completada, se possível, por todos os outros meios de protecção social.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa tem o direito de fundar com outras pessoas sindicatos e de se filiar em sindicatos para defesa dos seus interesses.<br /></font></font></span></li>
</ol>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 24</span><span style="font-family: Verdana">°</span><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa tem direito ao repouso e aos lazeres, especialmente, a uma limitação razoável da duração do trabalho e as férias periódicas pagas.<br /></font></font></span>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 25</span><span style="font-family: Verdana">°</span><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<ol type="1">
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez, na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias independentes da sua vontade.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">A maternidade e a infância têm direito a ajuda e a assistência especiais. Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matrimônio, gozam da mesma protecção social.<br /></font></font></span></li>
</ol>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 26</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<ol type="1">
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa tem direito à educação. A educação deve ser gratuita, pelo menos a correspondente ao ensino elementar fundamental. O ensino elementar é obrigatório. O ensino técnico e profissional dever ser generalizado; o acesso aos estudos superiores deve estar aberto a todos em plena igualdade, em função do seu mérito.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">A educação deve visar à plena expansão da personalidade humana e ao reforço dos direitos do Homem e das liberdades fundamentais e deve favorecer a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e todos os grupos raciais ou religiosos, bem como o desenvolvimento das actividades das Nações Unidas para a manutenção da paz.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Aos pais pertence a prioridade do direito de escholher o género de educação a dar aos filhos.<br /></font></font></span></li>
</ol>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 27</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<ol type="1">
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa tem o direito de tomar parte livremente na vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar no progresso científico e nos benefícios que deste resultam.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Todos têm direito à protecção dos interesses morais e materiais ligados a qualquer produção científica, literária ou artística da sua autoria.<br /></font></font></span></li>
</ol>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 28</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa tem direito a que reine, no plano social e no plano internacional, uma ordem capaz de tornar plenamente efectivos os direitos e as liberdades enunciadas na presente Declaração.<br /></font></font></span>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 29</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<ol type="1">
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">O indivíduo tem deveres para com a comunidade, fora da qual não é possível o livre e pleno desenvolvimento da sua personalidade.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">No exercício deste direito e no gozo destas liberdades ninguém está sujeito senão às limitações estabelecidas pela lei com vista exclusivamente a promover o reconhecimento e o respeito dos direitos e liberdades dos outros e a fim de satisfazer as justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar numa sociedade democrática.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Em caso algum estes direitos e liberdades poderão ser exercidos contrariamente e aos fins e aos princípios das Nações Unidas.<br /></font></font></span></li>
</ol>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 30</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font size="3"><font size="2" face="verdana,geneva">Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada de maneira a envolver para qualquer Estado, agrupamento ou indivíduo o direito de se entregar a alguma actividade ou de praticar algum acto destinado a destruir os direitos e liberdades aqui enunciados.</font><br />
<br /></font></span>
<p><span lang="PT" xml:lang="PT"><font size="3" face="Times New Roman"><br />
&#160;</font></span></p>

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Preâmbulo<br /></font></font></span></h4>
<p><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo;<br /></font></font></span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Considerando que o desconhecimento e o desprezo dos direitos do Homen conduziram a actos de barbárie que revoltam a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração do Homem;<br /></font></font></span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Considerando que é essencial a proteção dos direitos do Homem através de um regime de direito, para que o Homem não seja compelido, em supremo recurso, à revolta contra a tirania e a opressão;<br /></font></font></span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Considerando que é essencial encorajar o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações;<br /></font></font></span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Considerando que, na Carta, os povos das Nações Unidas proclamam, de novo, a sua fé nos direitos fundamentais do Homem, na dignidade e no valor da pessoa humana, na igualdade de direitos dos homens e das mulheres e se declaram resolvidos a favorecer o progresso social e a instaurar melhores condições de vida dentro de uma liberdade mais ampla;<br /></font></font></span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Considerando que os Estados membros se comprometeram a promover, em cooperação com a Organização das Nações Unidas, o respeito universal e efectivo dos direitos do Homem e das liberdades fundamentais;<br /></font></font></span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Considerando que uma concepção comum destes direitos e liberdades é da mais alta importância para dar plena satisfação a tal compromisso:<br /></font></font></span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">A Assembléia Geral proclama a presente Declaração Universal<br /></font></font></span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">dos Direitos Humanos<br /></font></font></span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">como ideal comum a atingir por todos os povos e todas as nações, a fim de que todos os indivíduos e todos os orgãos da sociedade, tendo-a constantemente no espírito, se esforcem, pelo ensino e pela educação, por desenvolver o respeito desses direitos e liberdades e por promover, por medidas progressivas de ordem nacional e internacional, o seu reconhecimento e a sua aplicação universais e efectivos tanto entre as populações dos próprios Estados membros como entre as dos territórios colocados sob a sua jurisdição.<br /></font></font></span></p>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 1</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<p><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.<br /></font></font></span></p>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 2</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<p><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação. Além disso, não será feita nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autônomo ou sujeito a alguma limitação de soberania.<br /></font></font></span></p>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 3</span><span style="font-family: Verdana">°</span><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<p><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.<br /></font></font></span></p>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 4</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<p><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Ninguém será mantido em escravatura ou em servidão; a escravatura e o trato dos escravos, sob todas as formas, são proibidos.<br /></font></font></span></p>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 5</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<p><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Ninguém será submetido a tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes.<br /></font></font></span></p>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 6</span><span style="font-family: Verdana">°</span><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<p><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Todos os indivíduos têm direito ao reconhecimento, em todos os lugares, da sua personalidade jurídica.<br /></font></font></span></p>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 7</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<p><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Todos são iguais perante a lei e, sem distinção, têm direito a igual protecção da lei. Todos têm direito a protecção igual contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.<br /></font></font></span></p>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 8</span><span style="font-family: Verdana">°</span><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<p><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa direito a recurso efectivo para as jurisdições nacionais competentes contra os actos que violem os direitos fundamentais reconhecidos pela Constituição ou pela lei.<br /></font></font></span></p>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 9</span><span style="font-family: Verdana">°</span><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<p><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Ninguém pode ser arbitrariamente preso, detido ou exilado.<br /></font></font></span></p>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 10</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<p><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa tem direito, em plena igualdade, a que a sua causa seja equitativa e publicamente julgada por um tribunal independente e imparcial que decida dos seus direitos e obrigações ou das razões de qualquer acusação em matéria penal que contra ela seja deduzida.<br /></font></font></span></p>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 11</span><span style="font-family: Verdana">°</span><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<ol type="1">
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa acusada de um acto delituoso presume-se inocente até que a sua culpabilidade fique legalmente provada no decurso de um processo público em que todas as garantias necessárias de defesa lhe sejam asseguradas.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Ninguém será condenado por acções ou omissões que, no momento da sua prática, não constituíam acto delituoso à face do direito interno ou internacional. Do mesmo modo, não será infligida pena mais grave do que a que era aplicável no momento em que o acto delituoso foi cometido.<br /></font></font></span></li>
</ol>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 12</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<p><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Ninguém sofrerá intromissões arbitrárias na sua vida privada, na sua família, no seu domicílio ou na sua correspondência, nem ataques à sua honra e reputação. Contra tais intromissões ou ataques toda a pessoa tem direito a protecção da lei.<br /></font></font></span></p>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 13</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<ol type="1">
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa tem o direito de livremente circular e escolher a sua residência no interior de um Estado.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa tem o direito de abandonar o país em que se encontra, incluindo o seu, e o direito de regressar ao seu país.<br /></font></font></span></li>
</ol>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 14</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<ol type="1">
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa sujeita a perseguição tem o direito de procurar e de beneficiar de asilo em outros países.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Este direito não pode, porém, ser invocado no caso de processo realmente existente por crime de direito comum ou por actividades contrárias aos fins e aos princípios das Nações Unidas.<br /></font></font></span></li>
</ol>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 15</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<ol type="1">
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Todo o indivíduo tem direito a ter uma nacionalidade.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Ninguém pode ser arbitrariamente privado da sua nacionalidade nem do direito de mudar de nacionalidade.<br /></font></font></span></li>
</ol>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 16</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<ol type="1">
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">A partir da idade núbil, o homem e a mulher têm o direito de casar e de constituir família, sem restrição alguma de raça, nacionalidade ou religião. Durante o casamento e na altura da sua dissolução, ambos têm direitos iguais.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">O casamento não pode ser celebrado sem o livre e pleno consentimento dos futuros esposos.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">A família é o elemento natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção desta e do Estado.<br /></font></font></span></li>
</ol>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 17</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<ol type="1">
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa, individual ou colectiva, tem direito à propriedade.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Ninguém pode ser arbitrariamente privado da sua propriedade.<br /></font></font></span></li>
</ol>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 18</span><span style="font-family: Verdana">°</span><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<p><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos.<br /></font></font></span></p>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 19</span><span style="font-family: Verdana">°</span><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<p><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e idéias por qualquer meio de expressão.<br /></font></font></span></p>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 20</span><span style="font-family: Verdana">°</span><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<ol type="1">
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa tem direito à liberdade de reunião e de associação pacíficas.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação.<br /></font></font></span></li>
</ol>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 21</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<ol type="1">
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa tem o direito de tomar parte na direcção dos negócios, públicos do seu país, quer directamente, quer por intermédio de representantes livremente escolhidos.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa tem direito de acesso, em condições de igualdade, às funções públicas do seu país.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">A vontade do povo é o fundamento da autoridade dos poderes públicos: e deve exprimir-se através de eleições honestas a realizar periodicamente por sufrágio universal e igual, com voto secreto ou segundo processo equivalente que salvaguarde a liberdade de voto.<br /></font></font></span></li>
</ol>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 22</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<p><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social; e pode legitimamente exigir a satisfação dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis, graças ao esforço nacional e à cooperação internacional, de harmonia com a organização e os recursos de cada país.<br /></font></font></span></p>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 23</span><span style="font-family: Verdana">°</span><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<ol type="1">
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições equitativas e satisfatórias de trabalho e à protecção contra o desemprego.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Todos têm direito, sem discriminação alguma, a salário igual por trabalho igual.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Quem trabalha tem direito a uma remuneração equitativa e satisfatória, que lhe permita e à sua família uma existência conforme com a dignidade humana, e completada, se possível, por todos os outros meios de protecção social.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa tem o direito de fundar com outras pessoas sindicatos e de se filiar em sindicatos para defesa dos seus interesses.<br /></font></font></span></li>
</ol>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 24</span><span style="font-family: Verdana">°</span><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<p><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa tem direito ao repouso e aos lazeres, especialmente, a uma limitação razoável da duração do trabalho e as férias periódicas pagas.<br /></font></font></span></p>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 25</span><span style="font-family: Verdana">°</span><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<ol type="1">
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez, na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias independentes da sua vontade.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">A maternidade e a infância têm direito a ajuda e a assistência especiais. Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matrimônio, gozam da mesma protecção social.<br /></font></font></span></li>
</ol>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 26</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<ol type="1">
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa tem direito à educação. A educação deve ser gratuita, pelo menos a correspondente ao ensino elementar fundamental. O ensino elementar é obrigatório. O ensino técnico e profissional dever ser generalizado; o acesso aos estudos superiores deve estar aberto a todos em plena igualdade, em função do seu mérito.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">A educação deve visar à plena expansão da personalidade humana e ao reforço dos direitos do Homem e das liberdades fundamentais e deve favorecer a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e todos os grupos raciais ou religiosos, bem como o desenvolvimento das actividades das Nações Unidas para a manutenção da paz.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Aos pais pertence a prioridade do direito de escholher o género de educação a dar aos filhos.<br /></font></font></span></li>
</ol>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 27</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<ol type="1">
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa tem o direito de tomar parte livremente na vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar no progresso científico e nos benefícios que deste resultam.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Todos têm direito à protecção dos interesses morais e materiais ligados a qualquer produção científica, literária ou artística da sua autoria.<br /></font></font></span></li>
</ol>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 28</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<p><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Toda a pessoa tem direito a que reine, no plano social e no plano internacional, uma ordem capaz de tornar plenamente efectivos os direitos e as liberdades enunciadas na presente Declaração.<br /></font></font></span></p>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 29</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<ol type="1">
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">O indivíduo tem deveres para com a comunidade, fora da qual não é possível o livre e pleno desenvolvimento da sua personalidade.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">No exercício deste direito e no gozo destas liberdades ninguém está sujeito senão às limitações estabelecidas pela lei com vista exclusivamente a promover o reconhecimento e o respeito dos direitos e liberdades dos outros e a fim de satisfazer as justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar numa sociedade democrática.<br /></font></font></span></li>
<li style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; tab-stops: list 36.0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font face="verdana,geneva"><font size="2">Em caso algum estes direitos e liberdades poderão ser exercidos contrariamente e aos fins e aos princípios das Nações Unidas.<br /></font></font></span></li>
</ol>
<h4 style="margin: auto 0cm; line-height: 150%"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT">Artigo 30</span><span style="font-family: Verdana">°</span> <span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><br /></span></font></font></h4>
<p><span style="font-family: Verdana" lang="PT" xml:lang="PT"><font size="3"><font size="2" face="verdana,geneva">Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada de maneira a envolver para qualquer Estado, agrupamento ou indivíduo o direito de se entregar a alguma actividade ou de praticar algum acto destinado a destruir os direitos e liberdades aqui enunciados.</font></p>
<p></font></span></p>
<p><span lang="PT" xml:lang="PT"><font size="3" face="Times New Roman"><br />
&#160;</font></span></p>
</div>
<div></div>
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		<title>Carta do Cacique Seattle</title>
		<link>http://escutazedicasdeleitura01.blog.com/2007/09/26/carta-do-cacique-seattle/</link>
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		<pubDate>Wed, 26 Sep 2007 22:10:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JLT</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<p align="justify"><font face="arial,helvetica,sans-serif"><font size="2"><font color="#000000"><em>E</em></font><font color="#000000"><em>m 1855, o cacique Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, enviou esta carta ao presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce), depois de o Governo haver dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios.&#160;</em></font></font></font></p>
<p align="justify"><font face="verdana,geneva"><font size="2" color="#000000">&#160;"O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade. Nós vamos pensar na sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra. O grande chefe de Washington pode acreditar no que o chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas, elas não empalidecem.</font></font></p>
<p align="justify"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo.</font></p>
<p align="justify"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exaurí-la ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende.</font></p>
<p align="justify"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o zunir das asas dos insetos. Talvez por ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é terrível para os meus ouvidos. E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo à noite? Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho d'água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com aroma de pinho. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todos os seres vivos respiram o mesmo ar, animais, árvores, homens.</font></p>
<p align="justify"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Não parece que o homem branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível ao mau cheiro.<br />
Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo que possa ser de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso que um bisão, que nós, peles vermelhas matamos apenas para sustentar a nossa própria vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. Tudo quanto fere a terra, fere também os filhos da terra.</font></p>
<p align="justify"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Os nossos filhos viram os pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio e envenenam seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias. Eles não são muitos. Mais algumas horas ou até mesmo alguns invernos e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nestas terras ou que tem vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos, um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.</font></p>
<p align="justify"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">De uma coisa sabemos, que o homem branco talvez venha a um dia descobrir: o nosso Deus é o mesmo Deus. Julga, talvez, que pode ser dono Dele da mesma maneira como deseja possuir a nossa terra. Mas não pode. Ele é Deus de todos. E quer bem da mesma maneira ao homem vermelho como ao branco. A terra é amada por Ele. Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo Criador. O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras raças. Continua sujando a sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão então os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus à andorinha da torre e à caça; o fim da vida e o começo pela luta pela sobrevivência.</font></p>
<p align="justify"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos quais as esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais visões do futuro oferecem para que possam ser formados os desejos do dia de amanhã. Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são ocultos para nós. E por serem ocultos temos que escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos na venda é para garantir as reservas que nos prometeste. Lá talvez possamos viver os nossos últimos dias como desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos.</font></p>
<p align="justify"><font face="verdana,geneva"><font size="2" color="#000000">Nunca esqueça como era a terra quando dela tomou posse. E com toda a sua força, o seu poder, e todo o seu coração, conserva-a para os seus filhos, e ama-a como Deus nos ama a todos. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum.</font></font></p>
<p align="justify">&#160;</p>

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p align="justify"><font face="arial,helvetica,sans-serif"><font size="2"><font color="#000000"><em>E</em></font><font color="#000000"><em>m 1855, o cacique Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, enviou esta carta ao presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce), depois de o Governo haver dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios.&#160;</em></font></font></font></p>
<p align="justify"><font face="verdana,geneva"><font size="2" color="#000000">&#160;&#8221;O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade. Nós vamos pensar na sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra. O grande chefe de Washington pode acreditar no que o chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas, elas não empalidecem.</font></font></p>
<p align="justify"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo.</font></p>
<p align="justify"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exaurí-la ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende.</font></p>
<p align="justify"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o zunir das asas dos insetos. Talvez por ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é terrível para os meus ouvidos. E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo à noite? Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho d&#8217;água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com aroma de pinho. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todos os seres vivos respiram o mesmo ar, animais, árvores, homens.</font></p>
<p align="justify"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Não parece que o homem branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível ao mau cheiro.<br />
Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo que possa ser de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso que um bisão, que nós, peles vermelhas matamos apenas para sustentar a nossa própria vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. Tudo quanto fere a terra, fere também os filhos da terra.</font></p>
<p align="justify"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Os nossos filhos viram os pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio e envenenam seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias. Eles não são muitos. Mais algumas horas ou até mesmo alguns invernos e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nestas terras ou que tem vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos, um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.</font></p>
<p align="justify"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">De uma coisa sabemos, que o homem branco talvez venha a um dia descobrir: o nosso Deus é o mesmo Deus. Julga, talvez, que pode ser dono Dele da mesma maneira como deseja possuir a nossa terra. Mas não pode. Ele é Deus de todos. E quer bem da mesma maneira ao homem vermelho como ao branco. A terra é amada por Ele. Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo Criador. O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras raças. Continua sujando a sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão então os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus à andorinha da torre e à caça; o fim da vida e o começo pela luta pela sobrevivência.</font></p>
<p align="justify"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos quais as esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais visões do futuro oferecem para que possam ser formados os desejos do dia de amanhã. Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são ocultos para nós. E por serem ocultos temos que escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos na venda é para garantir as reservas que nos prometeste. Lá talvez possamos viver os nossos últimos dias como desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos.</font></p>
<p align="justify"><font face="verdana,geneva"><font size="2" color="#000000">Nunca esqueça como era a terra quando dela tomou posse. E com toda a sua força, o seu poder, e todo o seu coração, conserva-a para os seus filhos, e ama-a como Deus nos ama a todos. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum.</font></font></p>
<p align="justify">&#160;</p>
</div>
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		<title>Poema das sete faces</title>
		<link>http://escutazedicasdeleitura01.blog.com/2007/09/26/poema-das-sete-faces/</link>
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		<pubDate>Wed, 26 Sep 2007 22:06:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JLT</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">Quando nasci, um anjo torto</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">desses que vivem na sombra</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">As casas espiam os homens</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">que correm atrás de mulheres.</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">A tarde talvez fosse azul,</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">não houvesse tantos desejos.</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">O bonde passa cheio de pernas:</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">pernas brancas pretas amarelas.</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">Para que tanta perna, meu Deus,</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">pergunta meu coração.</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">Porém meus olhos</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">não perguntam nada.</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">O homem atrás do bigode</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">é sério, simples e forte.</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">Quase não conversa.</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">Tem poucos, raros amigos</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">o homem atrás dos óculos e do bigode.</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">Meu Deus, por que me abandonaste</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">se sabias que eu não era Deus,</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">se sabias que eu era fraco.</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">Mundo mundo vasto mundo</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">se eu me chamasse Raimundo</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">seria uma rima, não seria uma solução.</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">Mundo mundo vasto mundo,</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">mais vasto é meu coração.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">&#160;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Verdana"><font size="2" color="#000000"><em><strong>Carlos Drummond de Andrade</strong></em></font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">&#160;</p>

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">Quando nasci, um anjo torto</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">desses que vivem na sombra</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">As casas espiam os homens</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">que correm atrás de mulheres.</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">A tarde talvez fosse azul,</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">não houvesse tantos desejos.</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">O bonde passa cheio de pernas:</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">pernas brancas pretas amarelas.</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">Para que tanta perna, meu Deus,</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">pergunta meu coração.</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">Porém meus olhos</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">não perguntam nada.</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">O homem atrás do bigode</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">é sério, simples e forte.</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">Quase não conversa.</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">Tem poucos, raros amigos</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">o homem atrás dos óculos e do bigode.</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">Meu Deus, por que me abandonaste</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">se sabias que eu não era Deus,</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">se sabias que eu era fraco.</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">Mundo mundo vasto mundo</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">se eu me chamasse Raimundo</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">seria uma rima, não seria uma solução.</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">Mundo mundo vasto mundo,</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">mais vasto é meu coração.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">&#160;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Verdana"><font size="2" color="#000000"><em><strong>Carlos Drummond de Andrade</strong></em></font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">&#160;</p>
</div>
<div></div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Poema em linha reta</title>
		<link>http://escutazedicasdeleitura01.blog.com/2007/09/26/poema-em-linha-reta/</link>
		<comments>http://escutazedicasdeleitura01.blog.com/2007/09/26/poema-em-linha-reta/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 26 Sep 2007 22:05:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JLT</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<p><font color="#000000"><font size="2" face="arial,helvetica,sans-serif">Nunca conheci quem tivesse levado porrada.<br />
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.</font></font></p>
<p><font color="#000000"><font size="2" face="arial,helvetica,sans-serif">E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,<br />
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,<br />
Indesculpavelmente sujo,<br />
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,<br />
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,<br />
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,<br />
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,<br />
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,<br />
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;<br />
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,<br />
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,<br />
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,<br />
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado<br />
Para fora da possibilidade do soco;<br />
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,<br />
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.</font></font></p>
<p><font color="#000000"><font size="2" face="arial,helvetica,sans-serif">Toda a gente que eu conheço e que fala comigo<br />
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,<br />
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...</font></font></p>
<p><font color="#000000"><font size="2" face="arial,helvetica,sans-serif">Quem me dera ouvir de alguém a voz humana<br />
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;<br />
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!<br />
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.<br />
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?<br />
Ó príncipes, meus irmãos,</font></font></p>
<p><font color="#000000"><font size="2" face="arial,helvetica,sans-serif">Arre, estou farto de semideuses!<br />
Onde é que há gente no mundo?</font></font></p>
<p><font size="2" color="#000000" face="arial,helvetica,sans-serif">Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?</font></p>
<p><strong><font size="3" face="arial,helvetica,sans-serif"><font style="font-size: 7.5pt"><em><font color="#000000"><font size="3">Fernando Pessoa</font>&#160;</font></em></font></font></strong></p>
<p><font face="arial,helvetica,sans-serif"><font size="2"><strong><font color="#000000" style="font-size: 7.5pt">(Poesias de Álvaro de Campos)</font></strong></font></font></p>
<p>&#160;</p>

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><font color="#000000"><font size="2" face="arial,helvetica,sans-serif">Nunca conheci quem tivesse levado porrada.<br />
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.</font></font></p>
<p><font color="#000000"><font size="2" face="arial,helvetica,sans-serif">E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,<br />
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,<br />
Indesculpavelmente sujo,<br />
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,<br />
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,<br />
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,<br />
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,<br />
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,<br />
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;<br />
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,<br />
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,<br />
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,<br />
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado<br />
Para fora da possibilidade do soco;<br />
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,<br />
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.</font></font></p>
<p><font color="#000000"><font size="2" face="arial,helvetica,sans-serif">Toda a gente que eu conheço e que fala comigo<br />
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,<br />
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida&#8230;</font></font></p>
<p><font color="#000000"><font size="2" face="arial,helvetica,sans-serif">Quem me dera ouvir de alguém a voz humana<br />
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;<br />
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!<br />
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.<br />
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?<br />
Ó príncipes, meus irmãos,</font></font></p>
<p><font color="#000000"><font size="2" face="arial,helvetica,sans-serif">Arre, estou farto de semideuses!<br />
Onde é que há gente no mundo?</font></font></p>
<p><font size="2" color="#000000" face="arial,helvetica,sans-serif">Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?</font></p>
<p><strong><font size="3" face="arial,helvetica,sans-serif"><font style="font-size: 7.5pt"><em><font color="#000000"><font size="3">Fernando Pessoa</font>&#160;</font></em></font></font></strong></p>
<p><font face="arial,helvetica,sans-serif"><font size="2"><strong><font color="#000000" style="font-size: 7.5pt">(Poesias de Álvaro de Campos)</font></strong></font></font></p>
<p>&#160;</p>
</div>
<div></div>
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		</item>
		<item>
		<title>Navio Negreiro</title>
		<link>http://escutazedicasdeleitura01.blog.com/2007/09/26/navio-negreiro/</link>
		<comments>http://escutazedicasdeleitura01.blog.com/2007/09/26/navio-negreiro/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 26 Sep 2007 22:08:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JLT</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva"><br />
'Stamos em pleno mar... Doudo no espaço&#160;<br />
Brinca o luar — dourada borboleta;&#160;<br />
E as vagas após ele correm... cansam&#160;<br />
Como turba de infantes inquieta.&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">'Stamos em pleno mar... Do firmamento&#160;<br />
Os astros saltam como espumas de ouro...&#160;<br />
O mar em troca acende as ardentias,&#160;<br />
— Constelações do líquido tesouro...&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">'Stamos em pleno mar... Dois infinitos&#160;<br />
Ali se estreitam num abraço insano,&#160;<br />
Azuis, dourados, plácidos, sublimes...&#160;<br />
Qual dos dous é o céu? qual o oceano?...&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">'Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas&#160;<br />
Ao quente arfar das virações marinhas,&#160;<br />
Veleiro brigue corre à flor dos mares,&#160;<br />
Como roçam na vaga as andorinhas...&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Donde vem? onde vai?&#160; Das naus errantes&#160;<br />
Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?&#160;<br />
Neste saara os corcéis o pó levantam,&#160;&#160;<br />
Galopam, voam, mas não deixam traço.&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Bem feliz quem ali pode nest'hora&#160;<br />
Sentir deste painel a majestade!&#160;<br />
Embaixo — o mar em cima — o firmamento...&#160;<br />
E no mar e no céu — a imensidade!&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!&#160;<br />
Que música suave ao longe soa!&#160;<br />
Meu Deus! como é sublime um canto ardente&#160;<br />
Pelas vagas sem fim boiando à toa!&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Homens do mar! ó rudes marinheiros,&#160;<br />
Tostados pelo sol dos quatro mundos!&#160;<br />
Crianças que a procela acalentara&#160;<br />
No berço destes pélagos profundos!&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Esperai! esperai! deixai que eu beba&#160;<br />
Esta selvagem, livre poesia&#160;<br />
Orquestra — é o mar, que ruge pela proa,&#160;<br />
E o vento, que nas cordas assobia...&#160;<br />
..........................................................&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Por que foges assim, barco ligeiro?&#160;<br />
Por que foges do pávido poeta?&#160;<br />
Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira&#160;<br />
Que semelha no mar — doudo cometa!&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Albatroz!&#160; Albatroz! águia do oceano,&#160;<br />
Tu que dormes das nuvens entre as gazas,&#160;<br />
Sacode as penas, Leviathan do espaço,&#160;<br />
Albatroz!&#160; Albatroz! dá-me estas asas.&#160;<br />
&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt 18pt" class="MsoNormal"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><font color="#000000"><b><font size="+0">II</font></b></font></font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><b><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">&#160;&#160;&#160;&#160;</font></font></b><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">&#160;<br />
Que importa do nauta o berço,&#160;<br />
Donde é filho, qual seu lar?&#160;<br />
Ama a cadência do verso&#160;<br />
Que lhe ensina o velho mar!&#160;<br />
Cantai! que a morte é divina!&#160;<br />
Resvala o brigue à bolina&#160;<br />
Como golfinho veloz.&#160;<br />
Presa ao mastro da mezena&#160;<br />
Saudosa bandeira acena&#160;<br />
As vagas que deixa após.&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Do Espanhol as cantilenas&#160;<br />
Requebradas de langor,&#160;<br />
Lembram as moças morenas,&#160;<br />
As andaluzas em flor!&#160;<br />
Da Itália o filho indolente&#160;<br />
Canta Veneza dormente,&#160;<br />
— Terra de amor e traição,&#160;<br />
Ou do golfo no regaço&#160;<br />
Relembra os versos de Tasso,&#160;<br />
Junto às lavas do vulcão!&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">O Inglês — marinheiro frio,&#160;<br />
Que ao nascer no mar se achou,&#160;<br />
(Porque a Inglaterra é um navio,&#160;<br />
Que Deus na Mancha ancorou),&#160;<br />
Rijo entoa pátrias glórias,&#160;<br />
Lembrando, orgulhoso, histórias&#160;<br />
De Nelson e de Aboukir.. .&#160;<br />
O Francês — predestinado —&#160;<br />
Canta os louros do passado&#160;<br />
E os loureiros do porvir!&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Os marinheiros Helenos,&#160;<br />
Que a vaga jônia criou,&#160;<br />
Belos piratas morenos&#160;<br />
Do mar que Ulisses cortou,&#160;<br />
Homens que Fídias talhara,&#160;<br />
Vão cantando em noite clara&#160;<br />
Versos que Homero gemeu ...&#160;<br />
Nautas de todas as plagas,&#160;<br />
Vós sabeis achar nas vagas&#160;<br />
As melodias do céu! ...&#160;<br />
&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt 18pt" class="MsoNormal"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><font color="#000000"><b><font size="+0">III</font></b></font></font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;<br />
Desce do espaço imenso, ó águia do oceano!&#160;<br />
Desce mais ... inda mais... não pode olhar humano&#160;<br />
Como o teu mergulhar no brigue voador!&#160;<br />
Mas que vejo eu aí... Que quadro d'amarguras!&#160;<br />
É canto funeral! ... Que tétricas figuras! ...&#160;<br />
Que cena infame e vil... Meu Deus! Meu Deus! Que horror!&#160;<br />
&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt 18pt" class="MsoNormal"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><font color="#000000"><b><font size="+0">IV</font></b></font></font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;<br />
Era um sonho dantesco... o tombadilho&#160;&#160;<br />
Que das luzernas avermelha o brilho.&#160;<br />
Em sangue a se banhar.&#160;<br />
Tinir de ferros... estalar de açoite...&#160;&#160;<br />
Legiões de homens negros como a noite,&#160;<br />
Horrendos a dançar...&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Negras mulheres, suspendendo às tetas&#160;&#160;<br />
Magras crianças, cujas bocas pretas&#160;&#160;<br />
Rega o sangue das mães:&#160;&#160;<br />
Outras moças, mas nuas e espantadas,&#160;&#160;<br />
No turbilhão de espectros arrastadas,&#160;<br />
Em ânsia e mágoa vãs!&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">E ri-se a orquestra irônica, estridente...&#160;<br />
E da ronda fantástica a serpente&#160;&#160;<br />
Faz doudas espirais ...&#160;<br />
Se o velho arqueja, se no chão resvala,&#160;&#160;<br />
Ouvem-se gritos... o chicote estala.&#160;<br />
E voam mais e mais...&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Presa nos elos de uma só cadeia,&#160;&#160;<br />
A multidão faminta cambaleia,&#160;<br />
E chora e dança ali!&#160;<br />
Um de raiva delira, outro enlouquece,&#160;&#160;<br />
Outro, que martírios embrutece,&#160;<br />
Cantando, geme e ri!&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">No entanto o capitão manda a manobra,&#160;<br />
E após fitando o céu que se desdobra,&#160;<br />
Tão puro sobre o mar,&#160;<br />
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:&#160;<br />
"Vibrai rijo o chicote, marinheiros!&#160;<br />
Fazei-os mais dançar!..."&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .&#160;<br />
E da ronda fantástica a serpente&#160;<br />
&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Faz doudas espirais...&#160;<br />
Qual um sonho dantesco as sombras voam!...&#160;<br />
Gritos, ais, maldições, preces ressoam!&#160;<br />
&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; E ri-se Satanás!...&#160;&#160;<br />
&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt 18pt" class="MsoNormal"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><font color="#000000"><b><font size="+0">V</font></b></font></font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;<br />
Senhor Deus dos desgraçados!&#160;<br />
Dizei-me vós, Senhor Deus!&#160;<br />
Se é loucura... se é verdade&#160;<br />
Tanto horror perante os céus?!&#160;<br />
Ó mar, por que não apagas&#160;<br />
Co'a esponja de tuas vagas&#160;<br />
De teu manto este borrão?...&#160;<br />
Astros! noites! tempestades!&#160;<br />
Rolai das imensidades!&#160;<br />
Varrei os mares, tufão!&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Quem são estes desgraçados&#160;<br />
Que não encontram</font> <font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">em vós&#160;<br />
Mais que o rir calmo da turba&#160;<br />
Que excita a fúria do algoz?&#160;<br />
Quem são?&#160;&#160; Se a estrela se cala,&#160;<br />
Se a vaga à pressa resvala&#160;<br />
Como um cúmplice fugaz,&#160;<br />
Perante a noite confusa...&#160;<br />
Dize-o tu, severa Musa,&#160;<br />
Musa libérrima, audaz!...&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">São os filhos do deserto,&#160;<br />
Onde a terra esposa a luz.&#160;<br />
Onde vive em campo aberto&#160;<br />
A tribo dos homens nus...&#160;<br />
São os guerreiros ousados&#160;<br />
Que com os tigres mosqueados&#160;<br />
Combatem na solidão.&#160;<br />
Ontem simples, fortes, bravos.&#160;<br />
Hoje míseros escravos,&#160;<br />
Sem luz, sem ar, sem razão. . .&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">São mulheres desgraçadas,&#160;<br />
Como Agar o foi também.&#160;<br />
Que sedentas, alquebradas,&#160;<br />
De longe... bem longe vêm...&#160;<br />
Trazendo com tíbios passos,&#160;<br />
Filhos e algemas nos braços,&#160;<br />
N'alma — lágrimas e fel...&#160;<br />
Como Agar sofrendo tanto,&#160;<br />
Que nem o leite de pranto&#160;<br />
Têm que dar para Ismael.&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Lá nas areias infindas,&#160;<br />
Das palmeiras no país,&#160;<br />
Nasceram crianças lindas,&#160;<br />
Viveram moças gentis...&#160;<br />
Passa um dia a caravana,&#160;<br />
Quando a virgem na cabana&#160;<br />
Cisma da noite nos véus ...&#160;<br />
... Adeus, ó choça do monte,&#160;<br />
... Adeus, palmeiras da fonte!...&#160;<br />
... Adeus, amores... adeus!...&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Depois, o areal extenso...&#160;<br />
Depois, o oceano de pó.&#160;<br />
Depois no horizonte imenso&#160;<br />
Desertos... desertos só...&#160;<br />
E a fome, o cansaço, a sede...&#160;<br />
Ai! quanto infeliz que cede,&#160;<br />
E cai p'ra não mais s'erguer!...&#160;<br />
Vaga um lugar na cadeia,&#160;<br />
Mas o chacal sobre a areia&#160;<br />
Acha um corpo que roer.&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Ontem a Serra Leoa,&#160;<br />
A guerra, a caça ao leão,&#160;<br />
O sono dormido à toa&#160;<br />
Sob as tendas d'amplidão!&#160;<br />
Hoje... o porão negro, fundo,&#160;<br />
Infecto, apertado, imundo,&#160;<br />
Tendo a peste por jaguar...&#160;<br />
E o sono sempre cortado&#160;<br />
Pelo arranco de um finado,&#160;<br />
E o baque de um corpo ao mar...&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Ontem plena liberdade,&#160;<br />
A vontade por poder...&#160;<br />
Hoje... cúm'lo de maldade,&#160;<br />
Nem são livres p'ra morrer. .&#160;<br />
Prende-os a mesma corrente&#160;<br />
— Férrea, lúgubre serpente —&#160;<br />
Nas roscas da escravidão.&#160;<br />
E assim zombando da morte,&#160;<br />
Dança a lúgubre coorte&#160;<br />
Ao som do açoute... Irrisão!...&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Senhor Deus dos desgraçados!&#160;<br />
Dizei-me vós, Senhor Deus,&#160;<br />
Se eu deliro... ou se é verdade&#160;<br />
Tanto horror perante os céus?!...&#160;<br />
Ó mar, por que não apagas&#160;<br />
Co'a esponja de tuas vagas&#160;<br />
Do teu manto este borrão?&#160;<br />
Astros! noites! tempestades!&#160;<br />
Rolai das imensidades!&#160;<br />
Varrei os mares, tufão! ...&#160;<br />
&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt 18pt" class="MsoNormal"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><font color="#000000"><b><font size="+0">VI</font></b></font></font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;<br />
Existe um povo que a bandeira empresta&#160;<br />
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...&#160;<br />
E deixa-a transformar-se nessa festa&#160;<br />
Em manto impuro de bacante fria!...&#160;<br />
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,&#160;<br />
Que impudente na gávea tripudia?&#160;<br />
Silêncio.&#160; Musa... chora, e chora tanto&#160;<br />
Que o pavilhão se lave no teu pranto! ...&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Auriverde pendão de minha terra,&#160;<br />
Que a brisa do Brasil beija e balança,&#160;<br />
Estandarte que a luz do sol encerra&#160;<br />
E as promessas divinas da esperança...&#160;<br />
Tu que, da liberdade após a guerra,&#160;<br />
Foste hasteado dos heróis na lança&#160;<br />
Antes te houvessem roto na batalha,&#160;<br />
Que servires a um povo de mortalha!...&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Fatalidade atroz que a mente esmaga!&#160;<br />
Extingue nesta hora o brigue imundo&#160;<br />
O trilho que Colombo abriu nas vagas,&#160;<br />
Como um íris no pélago profundo!&#160;<br />
Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga&#160;<br />
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!&#160;<br />
Andrada! arranca esse pendão dos ares!&#160;<br />
Colombo! fecha a porta dos teus mares!</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal">&#160;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal">&#160;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Arial"><strong><font size="2" face="arial,helvetica,sans-serif"><em>Castro Alves</em></font></strong></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal">&#160;</p>

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva"><br />
&#8216;Stamos em pleno mar&#8230; Doudo no espaço&#160;<br />
Brinca o luar — dourada borboleta;&#160;<br />
E as vagas após ele correm&#8230; cansam&#160;<br />
Como turba de infantes inquieta.&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">&#8216;Stamos em pleno mar&#8230; Do firmamento&#160;<br />
Os astros saltam como espumas de ouro&#8230;&#160;<br />
O mar em troca acende as ardentias,&#160;<br />
— Constelações do líquido tesouro&#8230;&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">&#8216;Stamos em pleno mar&#8230; Dois infinitos&#160;<br />
Ali se estreitam num abraço insano,&#160;<br />
Azuis, dourados, plácidos, sublimes&#8230;&#160;<br />
Qual dos dous é o céu? qual o oceano?&#8230;&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">&#8216;Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas&#160;<br />
Ao quente arfar das virações marinhas,&#160;<br />
Veleiro brigue corre à flor dos mares,&#160;<br />
Como roçam na vaga as andorinhas&#8230;&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Donde vem? onde vai?&#160; Das naus errantes&#160;<br />
Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?&#160;<br />
Neste saara os corcéis o pó levantam,&#160;&#160;<br />
Galopam, voam, mas não deixam traço.&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Bem feliz quem ali pode nest&#8217;hora&#160;<br />
Sentir deste painel a majestade!&#160;<br />
Embaixo — o mar em cima — o firmamento&#8230;&#160;<br />
E no mar e no céu — a imensidade!&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!&#160;<br />
Que música suave ao longe soa!&#160;<br />
Meu Deus! como é sublime um canto ardente&#160;<br />
Pelas vagas sem fim boiando à toa!&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Homens do mar! ó rudes marinheiros,&#160;<br />
Tostados pelo sol dos quatro mundos!&#160;<br />
Crianças que a procela acalentara&#160;<br />
No berço destes pélagos profundos!&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Esperai! esperai! deixai que eu beba&#160;<br />
Esta selvagem, livre poesia&#160;<br />
Orquestra — é o mar, que ruge pela proa,&#160;<br />
E o vento, que nas cordas assobia&#8230;&#160;<br />
&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Por que foges assim, barco ligeiro?&#160;<br />
Por que foges do pávido poeta?&#160;<br />
Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira&#160;<br />
Que semelha no mar — doudo cometa!&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Albatroz!&#160; Albatroz! águia do oceano,&#160;<br />
Tu que dormes das nuvens entre as gazas,&#160;<br />
Sacode as penas, Leviathan do espaço,&#160;<br />
Albatroz!&#160; Albatroz! dá-me estas asas.&#160;<br />
&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt 18pt" class="MsoNormal"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><font color="#000000"><b><font size="+0">II</font></b></font></font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><b><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">&#160;&#160;&#160;&#160;</font></font></b><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">&#160;<br />
Que importa do nauta o berço,&#160;<br />
Donde é filho, qual seu lar?&#160;<br />
Ama a cadência do verso&#160;<br />
Que lhe ensina o velho mar!&#160;<br />
Cantai! que a morte é divina!&#160;<br />
Resvala o brigue à bolina&#160;<br />
Como golfinho veloz.&#160;<br />
Presa ao mastro da mezena&#160;<br />
Saudosa bandeira acena&#160;<br />
As vagas que deixa após.&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Do Espanhol as cantilenas&#160;<br />
Requebradas de langor,&#160;<br />
Lembram as moças morenas,&#160;<br />
As andaluzas em flor!&#160;<br />
Da Itália o filho indolente&#160;<br />
Canta Veneza dormente,&#160;<br />
— Terra de amor e traição,&#160;<br />
Ou do golfo no regaço&#160;<br />
Relembra os versos de Tasso,&#160;<br />
Junto às lavas do vulcão!&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">O Inglês — marinheiro frio,&#160;<br />
Que ao nascer no mar se achou,&#160;<br />
(Porque a Inglaterra é um navio,&#160;<br />
Que Deus na Mancha ancorou),&#160;<br />
Rijo entoa pátrias glórias,&#160;<br />
Lembrando, orgulhoso, histórias&#160;<br />
De Nelson e de Aboukir.. .&#160;<br />
O Francês — predestinado —&#160;<br />
Canta os louros do passado&#160;<br />
E os loureiros do porvir!&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Os marinheiros Helenos,&#160;<br />
Que a vaga jônia criou,&#160;<br />
Belos piratas morenos&#160;<br />
Do mar que Ulisses cortou,&#160;<br />
Homens que Fídias talhara,&#160;<br />
Vão cantando em noite clara&#160;<br />
Versos que Homero gemeu &#8230;&#160;<br />
Nautas de todas as plagas,&#160;<br />
Vós sabeis achar nas vagas&#160;<br />
As melodias do céu! &#8230;&#160;<br />
&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt 18pt" class="MsoNormal"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><font color="#000000"><b><font size="+0">III</font></b></font></font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;<br />
Desce do espaço imenso, ó águia do oceano!&#160;<br />
Desce mais &#8230; inda mais&#8230; não pode olhar humano&#160;<br />
Como o teu mergulhar no brigue voador!&#160;<br />
Mas que vejo eu aí&#8230; Que quadro d&#8217;amarguras!&#160;<br />
É canto funeral! &#8230; Que tétricas figuras! &#8230;&#160;<br />
Que cena infame e vil&#8230; Meu Deus! Meu Deus! Que horror!&#160;<br />
&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt 18pt" class="MsoNormal"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><font color="#000000"><b><font size="+0">IV</font></b></font></font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;<br />
Era um sonho dantesco&#8230; o tombadilho&#160;&#160;<br />
Que das luzernas avermelha o brilho.&#160;<br />
Em sangue a se banhar.&#160;<br />
Tinir de ferros&#8230; estalar de açoite&#8230;&#160;&#160;<br />
Legiões de homens negros como a noite,&#160;<br />
Horrendos a dançar&#8230;&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Negras mulheres, suspendendo às tetas&#160;&#160;<br />
Magras crianças, cujas bocas pretas&#160;&#160;<br />
Rega o sangue das mães:&#160;&#160;<br />
Outras moças, mas nuas e espantadas,&#160;&#160;<br />
No turbilhão de espectros arrastadas,&#160;<br />
Em ânsia e mágoa vãs!&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">E ri-se a orquestra irônica, estridente&#8230;&#160;<br />
E da ronda fantástica a serpente&#160;&#160;<br />
Faz doudas espirais &#8230;&#160;<br />
Se o velho arqueja, se no chão resvala,&#160;&#160;<br />
Ouvem-se gritos&#8230; o chicote estala.&#160;<br />
E voam mais e mais&#8230;&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Presa nos elos de uma só cadeia,&#160;&#160;<br />
A multidão faminta cambaleia,&#160;<br />
E chora e dança ali!&#160;<br />
Um de raiva delira, outro enlouquece,&#160;&#160;<br />
Outro, que martírios embrutece,&#160;<br />
Cantando, geme e ri!&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">No entanto o capitão manda a manobra,&#160;<br />
E após fitando o céu que se desdobra,&#160;<br />
Tão puro sobre o mar,&#160;<br />
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:&#160;<br />
&#8220;Vibrai rijo o chicote, marinheiros!&#160;<br />
Fazei-os mais dançar!&#8230;&#8221;&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .&#160;<br />
E da ronda fantástica a serpente&#160;<br />
&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Faz doudas espirais&#8230;&#160;<br />
Qual um sonho dantesco as sombras voam!&#8230;&#160;<br />
Gritos, ais, maldições, preces ressoam!&#160;<br />
&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; E ri-se Satanás!&#8230;&#160;&#160;<br />
&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt 18pt" class="MsoNormal"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><font color="#000000"><b><font size="+0">V</font></b></font></font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;<br />
Senhor Deus dos desgraçados!&#160;<br />
Dizei-me vós, Senhor Deus!&#160;<br />
Se é loucura&#8230; se é verdade&#160;<br />
Tanto horror perante os céus?!&#160;<br />
Ó mar, por que não apagas&#160;<br />
Co&#8217;a esponja de tuas vagas&#160;<br />
De teu manto este borrão?&#8230;&#160;<br />
Astros! noites! tempestades!&#160;<br />
Rolai das imensidades!&#160;<br />
Varrei os mares, tufão!&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Quem são estes desgraçados&#160;<br />
Que não encontram</font> <font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">em vós&#160;<br />
Mais que o rir calmo da turba&#160;<br />
Que excita a fúria do algoz?&#160;<br />
Quem são?&#160;&#160; Se a estrela se cala,&#160;<br />
Se a vaga à pressa resvala&#160;<br />
Como um cúmplice fugaz,&#160;<br />
Perante a noite confusa&#8230;&#160;<br />
Dize-o tu, severa Musa,&#160;<br />
Musa libérrima, audaz!&#8230;&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">São os filhos do deserto,&#160;<br />
Onde a terra esposa a luz.&#160;<br />
Onde vive em campo aberto&#160;<br />
A tribo dos homens nus&#8230;&#160;<br />
São os guerreiros ousados&#160;<br />
Que com os tigres mosqueados&#160;<br />
Combatem na solidão.&#160;<br />
Ontem simples, fortes, bravos.&#160;<br />
Hoje míseros escravos,&#160;<br />
Sem luz, sem ar, sem razão. . .&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">São mulheres desgraçadas,&#160;<br />
Como Agar o foi também.&#160;<br />
Que sedentas, alquebradas,&#160;<br />
De longe&#8230; bem longe vêm&#8230;&#160;<br />
Trazendo com tíbios passos,&#160;<br />
Filhos e algemas nos braços,&#160;<br />
N&#8217;alma — lágrimas e fel&#8230;&#160;<br />
Como Agar sofrendo tanto,&#160;<br />
Que nem o leite de pranto&#160;<br />
Têm que dar para Ismael.&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Lá nas areias infindas,&#160;<br />
Das palmeiras no país,&#160;<br />
Nasceram crianças lindas,&#160;<br />
Viveram moças gentis&#8230;&#160;<br />
Passa um dia a caravana,&#160;<br />
Quando a virgem na cabana&#160;<br />
Cisma da noite nos véus &#8230;&#160;<br />
&#8230; Adeus, ó choça do monte,&#160;<br />
&#8230; Adeus, palmeiras da fonte!&#8230;&#160;<br />
&#8230; Adeus, amores&#8230; adeus!&#8230;&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Depois, o areal extenso&#8230;&#160;<br />
Depois, o oceano de pó.&#160;<br />
Depois no horizonte imenso&#160;<br />
Desertos&#8230; desertos só&#8230;&#160;<br />
E a fome, o cansaço, a sede&#8230;&#160;<br />
Ai! quanto infeliz que cede,&#160;<br />
E cai p&#8217;ra não mais s&#8217;erguer!&#8230;&#160;<br />
Vaga um lugar na cadeia,&#160;<br />
Mas o chacal sobre a areia&#160;<br />
Acha um corpo que roer.&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Ontem a Serra Leoa,&#160;<br />
A guerra, a caça ao leão,&#160;<br />
O sono dormido à toa&#160;<br />
Sob as tendas d&#8217;amplidão!&#160;<br />
Hoje&#8230; o porão negro, fundo,&#160;<br />
Infecto, apertado, imundo,&#160;<br />
Tendo a peste por jaguar&#8230;&#160;<br />
E o sono sempre cortado&#160;<br />
Pelo arranco de um finado,&#160;<br />
E o baque de um corpo ao mar&#8230;&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Ontem plena liberdade,&#160;<br />
A vontade por poder&#8230;&#160;<br />
Hoje&#8230; cúm&#8217;lo de maldade,&#160;<br />
Nem são livres p&#8217;ra morrer. .&#160;<br />
Prende-os a mesma corrente&#160;<br />
— Férrea, lúgubre serpente —&#160;<br />
Nas roscas da escravidão.&#160;<br />
E assim zombando da morte,&#160;<br />
Dança a lúgubre coorte&#160;<br />
Ao som do açoute&#8230; Irrisão!&#8230;&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Senhor Deus dos desgraçados!&#160;<br />
Dizei-me vós, Senhor Deus,&#160;<br />
Se eu deliro&#8230; ou se é verdade&#160;<br />
Tanto horror perante os céus?!&#8230;&#160;<br />
Ó mar, por que não apagas&#160;<br />
Co&#8217;a esponja de tuas vagas&#160;<br />
Do teu manto este borrão?&#160;<br />
Astros! noites! tempestades!&#160;<br />
Rolai das imensidades!&#160;<br />
Varrei os mares, tufão! &#8230;&#160;<br />
&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt 18pt" class="MsoNormal"><font face="verdana,geneva"><font size="2"><font color="#000000"><b><font size="+0">VI</font></b></font></font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;<br />
Existe um povo que a bandeira empresta&#160;<br />
P&#8217;ra cobrir tanta infâmia e cobardia!&#8230;&#160;<br />
E deixa-a transformar-se nessa festa&#160;<br />
Em manto impuro de bacante fria!&#8230;&#160;<br />
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,&#160;<br />
Que impudente na gávea tripudia?&#160;<br />
Silêncio.&#160; Musa&#8230; chora, e chora tanto&#160;<br />
Que o pavilhão se lave no teu pranto! &#8230;&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Auriverde pendão de minha terra,&#160;<br />
Que a brisa do Brasil beija e balança,&#160;<br />
Estandarte que a luz do sol encerra&#160;<br />
E as promessas divinas da esperança&#8230;&#160;<br />
Tu que, da liberdade após a guerra,&#160;<br />
Foste hasteado dos heróis na lança&#160;<br />
Antes te houvessem roto na batalha,&#160;<br />
Que servires a um povo de mortalha!&#8230;&#160;</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="+0"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Fatalidade atroz que a mente esmaga!&#160;<br />
Extingue nesta hora o brigue imundo&#160;<br />
O trilho que Colombo abriu nas vagas,&#160;<br />
Como um íris no pélago profundo!&#160;<br />
Mas é infâmia demais! &#8230; Da etérea plaga&#160;<br />
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!&#160;<br />
Andrada! arranca esse pendão dos ares!&#160;<br />
Colombo! fecha a porta dos teus mares!</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal">&#160;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal">&#160;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Arial"><strong><font size="2" face="arial,helvetica,sans-serif"><em>Castro Alves</em></font></strong></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal">&#160;</p>
</div>
<div></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://escutazedicasdeleitura01.blog.com/2007/09/26/navio-negreiro/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Estatutos do Homem</title>
		<link>http://escutazedicasdeleitura01.blog.com/2007/09/26/estatutos-do-homem/</link>
		<comments>http://escutazedicasdeleitura01.blog.com/2007/09/26/estatutos-do-homem/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 26 Sep 2007 22:02:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JLT</dc:creator>
		
		<guid isPermaLink="false"></guid>
		<description><![CDATA[<div class="posttext">
<p style="margin: 3.2pt 0cm; line-height: 110%"><font style="font-size: 9pt; line-height: 110%"><strong><font size="2" face="verdana,geneva">(</font><font face="verdana,geneva"><font size="2">Ato Institucional Permanente)<br /></font></font></strong></font></p>
<p style="margin: 3.2pt 0cm; line-height: 110%"><font style="font-size: 9pt; line-height: 110%"><font face="verdana,geneva"><font size="2" color="#000000"><br />
<br />
Artigo I<br />
Fica decretado que agora vale a verdade.<br />
agora vale a vida,<br />
e de mãos dadas,<br />
marcharemos todos pela vida verdadeira.<br />
<br />
Artigo II<br />
Fica decretado que todos os dias da semana,<br />
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,<br />
têm direito a converter-se em manhãs de domingo.<br />
<br />
Artigo III<br />
Fica decretado que, a partir deste instante,<br />
haverá girassóis em todas as janelas,<br />
que os girassóis terão direito<br />
a abrir-se dentro da sombra;<br />
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,<br />
abertas para o verde onde cresce a esperança.<br />
<br />
Artigo IV<br />
Fica decretado que o homem<br />
não precisará nunca mais<br />
duvidar do homem.<br />
Que o homem confiará no homem<br />
como a palmeira confia no vento,<br />
como o vento confia no ar,<br />
como o ar confia no campo azul do céu.<br />
<br />
Parágrafo único:<br />
O homem, confiará no homem<br />
como um menino confia em outro menino.<br />
<br />
Artigo V<br />
Fica decretado que os homens<br />
estão livres do jugo da mentira.<br />
Nunca mais será preciso usar<br />
a couraça do silêncio<br />
nem a armadura de palavras.<br />
O homem se sentará à mesa<br />
com seu olhar limpo<br />
porque a verdade passará a ser servida<br />
antes da sobremesa.<br />
<br />
Artigo VI<br />
Fica estabelecida, durante dez séculos,<br />
a prática sonhada pelo profeta Isaías,<br />
e o lobo e o cordeiro pastarão juntos<br />
e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.<br />
<br />
Artigo VII<br />
Por decreto irrevogável fica estabelecido<br />
o reinado permanente da justiça e da claridade,<br />
e a alegria será uma bandeira generosa<br />
para sempre desfraldada na alma do povo.<br />
<br />
Artigo VIII<br />
Fica decretado que a maior dor<br />
sempre foi e será sempre<br />
não poder dar-se amor a quem se ama<br />
e saber que é a água<br />
que dá à planta o milagre da flor.<br />
<br />
Artigo IX<br />
Fica permitido que o pão de cada dia<br />
tenha no homem o sinal de seu suor.<br />
Mas que sobretudo tenha<br />
sempre o quente sabor da ternura.<br />
<br />
Artigo X<br />
Fica permitido a qualquer pessoa,<br />
qualquer hora da vida,<br />
uso do traje branco.<br />
<br />
Artigo XI<br />
Fica decretado, por definição,<br />
que o homem é um animal que ama<br />
e que por isso é belo,<br />
muito mais belo que a estrela da manhã.<br />
<br />
Artigo XII<br />
Decreta-se que nada será obrigado<br />
nem proibido,<br />
tudo será permitido,<br />
inclusive brincar com os rinocerontes<br />
e caminhar pelas tardes<br />
com uma imensa begônia na lapela.<br />
<br />
Parágrafo único:<br />
Só uma coisa fica proibida:<br />
amar sem amor.<br />
<br />
Artigo XIII<br />
Fica decretado que o dinheiro<br />
não poderá nunca mais comprar<br />
o sol das manhãs vindouras.<br />
Expulso do grande baú do medo,<br />
o dinheiro se transformará em uma espada fraternal<br />
para defender o direito de cantar<br />
e a festa do dia que chegou.<br />
<br />
Artigo Final.<br />
Fica proibido o uso da palavra liberdade,<br />
a qual será suprimida dos dicionários<br />
e do pântano enganoso das bocas.<br />
A partir deste instante<br />
a liberdade será algo vivo e transparente<br />
como um fogo ou um rio,<br />
e a sua morada será sempre<br />
o coração do homem.<br /></font></font></font></p>
<p style="margin: 3.2pt 0cm; line-height: 110%"><font style="font-size: 9pt; line-height: 110%"><strong><br />
<em><font size="2" face="verdana,geneva">Thiago de Mello<br /></font></em></strong></font></p>
<p style="margin: 3.2pt 0cm; line-height: 110%"><em><font size="2" face="verdana,geneva">Santiago do Chile, abril de 1964</font></em></p>
<p style="margin: 3.2pt 0cm; line-height: 110%">&#160;</p>
<p style="margin: 3.2pt 0cm; line-height: 110%">&#160;</p>
<p style="margin: 3.2pt 0cm; line-height: 110%">&#160;</p>
</div>

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div class="posttext">
<p style="margin: 3.2pt 0cm; line-height: 110%"><font style="font-size: 9pt; line-height: 110%"><strong><font size="2" face="verdana,geneva">(</font><font face="verdana,geneva"><font size="2">Ato Institucional Permanente)<br /></font></font></strong></font></p>
<p style="margin: 3.2pt 0cm; line-height: 110%"><font style="font-size: 9pt; line-height: 110%"><font face="verdana,geneva"><font size="2" color="#000000"></p>
<p>Artigo I<br />
Fica decretado que agora vale a verdade.<br />
agora vale a vida,<br />
e de mãos dadas,<br />
marcharemos todos pela vida verdadeira.</p>
<p>Artigo II<br />
Fica decretado que todos os dias da semana,<br />
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,<br />
têm direito a converter-se em manhãs de domingo.</p>
<p>Artigo III<br />
Fica decretado que, a partir deste instante,<br />
haverá girassóis em todas as janelas,<br />
que os girassóis terão direito<br />
a abrir-se dentro da sombra;<br />
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,<br />
abertas para o verde onde cresce a esperança.</p>
<p>Artigo IV<br />
Fica decretado que o homem<br />
não precisará nunca mais<br />
duvidar do homem.<br />
Que o homem confiará no homem<br />
como a palmeira confia no vento,<br />
como o vento confia no ar,<br />
como o ar confia no campo azul do céu.</p>
<p>Parágrafo único:<br />
O homem, confiará no homem<br />
como um menino confia em outro menino.</p>
<p>Artigo V<br />
Fica decretado que os homens<br />
estão livres do jugo da mentira.<br />
Nunca mais será preciso usar<br />
a couraça do silêncio<br />
nem a armadura de palavras.<br />
O homem se sentará à mesa<br />
com seu olhar limpo<br />
porque a verdade passará a ser servida<br />
antes da sobremesa.</p>
<p>Artigo VI<br />
Fica estabelecida, durante dez séculos,<br />
a prática sonhada pelo profeta Isaías,<br />
e o lobo e o cordeiro pastarão juntos<br />
e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.</p>
<p>Artigo VII<br />
Por decreto irrevogável fica estabelecido<br />
o reinado permanente da justiça e da claridade,<br />
e a alegria será uma bandeira generosa<br />
para sempre desfraldada na alma do povo.</p>
<p>Artigo VIII<br />
Fica decretado que a maior dor<br />
sempre foi e será sempre<br />
não poder dar-se amor a quem se ama<br />
e saber que é a água<br />
que dá à planta o milagre da flor.</p>
<p>Artigo IX<br />
Fica permitido que o pão de cada dia<br />
tenha no homem o sinal de seu suor.<br />
Mas que sobretudo tenha<br />
sempre o quente sabor da ternura.</p>
<p>Artigo X<br />
Fica permitido a qualquer pessoa,<br />
qualquer hora da vida,<br />
uso do traje branco.</p>
<p>Artigo XI<br />
Fica decretado, por definição,<br />
que o homem é um animal que ama<br />
e que por isso é belo,<br />
muito mais belo que a estrela da manhã.</p>
<p>Artigo XII<br />
Decreta-se que nada será obrigado<br />
nem proibido,<br />
tudo será permitido,<br />
inclusive brincar com os rinocerontes<br />
e caminhar pelas tardes<br />
com uma imensa begônia na lapela.</p>
<p>Parágrafo único:<br />
Só uma coisa fica proibida:<br />
amar sem amor.</p>
<p>Artigo XIII<br />
Fica decretado que o dinheiro<br />
não poderá nunca mais comprar<br />
o sol das manhãs vindouras.<br />
Expulso do grande baú do medo,<br />
o dinheiro se transformará em uma espada fraternal<br />
para defender o direito de cantar<br />
e a festa do dia que chegou.</p>
<p>Artigo Final.<br />
Fica proibido o uso da palavra liberdade,<br />
a qual será suprimida dos dicionários<br />
e do pântano enganoso das bocas.<br />
A partir deste instante<br />
a liberdade será algo vivo e transparente<br />
como um fogo ou um rio,<br />
e a sua morada será sempre<br />
o coração do homem.<br /></font></font></font></p>
<p style="margin: 3.2pt 0cm; line-height: 110%"><font style="font-size: 9pt; line-height: 110%"><strong><br />
<em><font size="2" face="verdana,geneva">Thiago de Mello<br /></font></em></strong></font></p>
<p style="margin: 3.2pt 0cm; line-height: 110%"><em><font size="2" face="verdana,geneva">Santiago do Chile, abril de 1964</font></em></p>
<p style="margin: 3.2pt 0cm; line-height: 110%">&#160;</p>
<p style="margin: 3.2pt 0cm; line-height: 110%">&#160;</p>
<p style="margin: 3.2pt 0cm; line-height: 110%">&#160;</p>
</div>
</div>
<div></div>
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		</item>
		<item>
		<title>Homens imprescindíveis</title>
		<link>http://escutazedicasdeleitura01.blog.com/2007/09/20/homens-imprescindiveis/</link>
		<comments>http://escutazedicasdeleitura01.blog.com/2007/09/20/homens-imprescindiveis/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 20 Sep 2007 22:04:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JLT</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<p style="margin: 0cm 0cm 12pt" class="MsoNormal"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva"><br />
Há homens que lutam um dia, e são bons;</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 12pt" class="MsoNormal"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Há outros que lutam um ano, e são melhores;</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 12pt" class="MsoNormal"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 12pt" class="MsoNormal"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Porém há os que lutam toda a vida;</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 12pt" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">Estes são os imprescindíveis.</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 12pt" class="MsoNormal"><font size="2"><em><font color="#000000" face="Arial"><strong>Bertold Brecht</strong></font></em></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 12pt" class="MsoNormal"></p>

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p style="margin: 0cm 0cm 12pt" class="MsoNormal"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva"><br />
Há homens que lutam um dia, e são bons;</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 12pt" class="MsoNormal"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Há outros que lutam um ano, e são melhores;</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 12pt" class="MsoNormal"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 12pt" class="MsoNormal"><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Porém há os que lutam toda a vida;</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 12pt" class="MsoNormal"><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva">Estes são os imprescindíveis.</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 12pt" class="MsoNormal"><font size="2"><em><font color="#000000" face="Arial"><strong>Bertold Brecht</strong></font></em></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 12pt" class="MsoNormal">
</div>
<div></div>
]]></content:encoded>
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		<title>Oração da Gestalt-Terapia</title>
		<link>http://escutazedicasdeleitura01.blog.com/2007/09/20/oracao-da-gestalt-terapia/</link>
		<comments>http://escutazedicasdeleitura01.blog.com/2007/09/20/oracao-da-gestalt-terapia/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 20 Sep 2007 22:00:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JLT</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="2"><font color="#000000" face="verdana,geneva"><br />
Eu faço minhas coisas</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="2"><font color="#000000" face="verdana,geneva">Você faz as suas</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="2"><font color="#000000" face="verdana,geneva">Não estou neste mundo</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="2"><font color="#000000" face="verdana,geneva">Para viver de acordo com as suas expectativas</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="2"><font color="#000000" face="verdana,geneva">E você não está neste mundo</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="2"><font color="#000000" face="verdana,geneva">Para viver de acordo com as minhas</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="2"><font color="#000000" face="verdana,geneva">Você é você</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="2"><font color="#000000" face="verdana,geneva">e eu sou eu</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="2"><font color="#000000" face="verdana,geneva">E se p or acaso nos encontrarmos</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="2"><font color="#000000" face="verdana,geneva">É lindo</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="2"><font color="#000000" face="verdana,geneva">Senão não há nada a fazer.</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal">&#160;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font color="windowtext"><strong><font size="2"><font face="verdana,geneva"><em>F. Perls</em></font></font></strong></font></p>

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="2"><font color="#000000" face="verdana,geneva"><br />
Eu faço minhas coisas</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="2"><font color="#000000" face="verdana,geneva">Você faz as suas</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="2"><font color="#000000" face="verdana,geneva">Não estou neste mundo</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="2"><font color="#000000" face="verdana,geneva">Para viver de acordo com as suas expectativas</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="2"><font color="#000000" face="verdana,geneva">E você não está neste mundo</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="2"><font color="#000000" face="verdana,geneva">Para viver de acordo com as minhas</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="2"><font color="#000000" face="verdana,geneva">Você é você</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="2"><font color="#000000" face="verdana,geneva">e eu sou eu</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="2"><font color="#000000" face="verdana,geneva">E se p or acaso nos encontrarmos</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="2"><font color="#000000" face="verdana,geneva">É lindo</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="2"><font color="#000000" face="verdana,geneva">Senão não há nada a fazer.</font></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal">&#160;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font color="windowtext"><strong><font size="2"><font face="verdana,geneva"><em>F. Perls</em></font></font></strong></font></p>
</div>
<div></div>
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		<item>
		<title>Primeiro, eles vieram atrás dos comunistas&#8230;</title>
		<link>http://escutazedicasdeleitura01.blog.com/2006/08/19/primeiro-eles-vieram-atras-dos-comunistas/</link>
		<comments>http://escutazedicasdeleitura01.blog.com/2006/08/19/primeiro-eles-vieram-atras-dos-comunistas/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 20 Aug 2006 02:15:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JLT</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<p><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva"><br />
Primeiro, eles vieram atrás dos comunistas.</font></font></p>
<p><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">E eu não protestei, porque não era comunista.</font></p>
<p><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Depois, eles vieram pelos socialistas</font></p>
<p><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">e eu não disse nada, porque não era socialista.</font></p>
<p><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Mais tarde, eles vieram atrás dos líderes sindicais.</font></p>
<p><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">E eu calei, porque não era líder sindical.</font></p>
<p><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Então, foi a vez dos judeus.</font></p>
<p><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">E eu permaneci em silêncio porque não era judeu.</font></p>
<p><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Finalmente, vieram me buscar.</font></p>
<p><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">E já não havia ninguém para protestar.</font></p>
<p><em><font size="2" face="verdana,geneva"><strong><br />
Martin Niemoller</strong>, pastor protestante alemão, sobre&#160;os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.</font></em></p>
<br />
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><font color="#000000"><font size="2" face="verdana,geneva"><br />
Primeiro, eles vieram atrás dos comunistas.</font></font></p>
<p><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">E eu não protestei, porque não era comunista.</font></p>
<p><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Depois, eles vieram pelos socialistas</font></p>
<p><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">e eu não disse nada, porque não era socialista.</font></p>
<p><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Mais tarde, eles vieram atrás dos líderes sindicais.</font></p>
<p><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">E eu calei, porque não era líder sindical.</font></p>
<p><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Então, foi a vez dos judeus.</font></p>
<p><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">E eu permaneci em silêncio porque não era judeu.</font></p>
<p><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">Finalmente, vieram me buscar.</font></p>
<p><font size="2" color="#000000" face="verdana,geneva">E já não havia ninguém para protestar.</font></p>
<p><em><font size="2" face="verdana,geneva"><strong><br />
Martin Niemoller</strong>, pastor protestante alemão, sobre&#160;os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.</font></em></p>
<p>
</div>
<div></div>
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